domingo, 11 de dezembro de 2011

Comentário sobre o livro: Uma história do Povo de Aracruz

Autor: José Maria Coutinho
Volume II, 2006
O Ilustre autor José Maria Coutinho foi de suma importância para o Município, pois pesquisou a história dos aracruzenses e, além disso, aliou-se ao povo de sua terra , colocando sua inteligência e todos os conhecimentos adquiridos a serviço das classes populares e de suas raízes. Certamente o trabalho dele fornece inúmeros dados para todos nós que estamos estudando e pesquisando o Município.

Sobre o autor:

José Maria Coutinho nasceu em Barra do Riacho. Formou-se em História (UFES), em 1969, Mestre em História da América em (1971) e Doutor (Ph.D) em Ciências Sociais e Educação Comparada e Internacional, pela Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA). Lecionou em várias Universidades entre elas a UFES. Participou de inúmeros debates, congressos, simpósios, seminários, orientou dezenas de Monografias, dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado.
O professor José Maria era um obstinado e um apaixonado por várias causas, entre elas a cultura indígena e o direito dos povos indígenas em relação à dominação dos “invasores brancos”; os quilombolas, descendentes dos negros escravos, que segundo o professor têm direito não só a preservar suas tradições, como também reaver núcleos territoriais que pertenceram aos seus antepassados; e dos folguedos, representados pelo congo, pelo “Bumba Meu Boi” e por outras manifestações populares. Ele foi o criador do “Desfile Multicultural de Aracruz”.

Morreu em 06/02/2011

Destaco do livro o capítulo que retrata a importância do negro no Município.

3.4 - Negros se destacam na Sede, p. 495

Os negros, mulatos e cafuzos eram a maioria em Vila do Riacho (70%) e minoria nas demais vilas e povoados, com presença numérica de 20% em Barra do Riacho e 10% em Santa Cruz e Aracruz, e percentagens ainda menores nas outras.

Destaques:

1- Vovó Aurélia, ex-escrava, parteira, benzedeira, festeira, congueira e carnavalesca de Barra do Riacho e Vila do Riacho, de 1910-1970.

2- Francisco Monteiro Bermudes, primeiro farmacêutico de Aracruz, vereador e Presidente da Câmara Municipal, 1971-73.

3- Guilobel de Oliveira, contabilista, secretário escolar, político, o fabriqueiro responsável pela vinda de Monsenhor Guilherme Schimitz para Aracruz, em 02 de março de 1955.

Muitos outros se destacaram e certamente hoje continuam se destacando, mas é necessário que seja feita uma pesquisa de campo para que se registre e para que se continue a pesquisa iniciada pelo autor.


TEXTO DO ALUNO GABRIEL HENRIQUE - CMEB HONÓRIO NUNES DE JESUS DE ARACRUZ/ES

O aluno Gabriel Henrique é filho da pós-graduanda Denise de Araújo, do curso de especialização GPPGR.





GABRIEL E SEUS PAIS, VICENTE E DENISE

Plano de Ação - Módulo 3 - CRIAÇÃO DE UM MUSEU DA CULTURA AFRO-DESCENDENTE NO MUNICÍPIO DE ARACRUZ

 

PLANO DE AÇÃO - GRUPO 01 PÓLO ARACRUZ

 

Plano de Ação


CRIAÇÃO DE UM MUSEU DA CULTURA AFRO-DESCENDENTE NO MUNICÍPIO DE ARACRUZ.


Dentre os Planos de Ações analisados, o grupo concluiu que deveria postar um plano cuja temática seria inovadora para o público aracruzense e população vizinha, em especial aos povos afro-descendentes e que este atentasse para a produção de uma atividade artístico-cultural.


1 - Objetivo Geral:
Criação de um Museu da Cultura Afro-descendente no município de Aracruz.


2 - Objetivos Específicos

  • Viabilizar a criação de um espaço voltado à pesquisa, e à cultura afro-brasileira, colocando-o a serviço da sociedade.

  • Desenvolver ações que valorizem e preservem o patrimônio cultural e ambiental, respeitando a diversidade, promovendo a cidadania e resgatando a dignidade humana do povo afro-descendente do município de Aracruz.

3 - Justificativa
Aracruz é um município formado em sua totalidade por povos negros, e a população nativa quilombola hoje existente em Aracruz tem lutado muito para terem seus direitos reconhecidos.

Considerando que temos nos municípios regionalizados a disposição da população museus Italiano, alemão dentre outros, e a Casa da Cultura aracruzense tem hoje um considerável acervo de povos indígenas, deixando somente de cumprir sua função social com os povos negros, para que estes venham resgatar sua cultura e origens, preservando a consciência histórica.

Face ao exposto, a criação deste museu seria uma homenagem a quem ajudou a construir a história de nossa Cidade, Estado e de nosso País.


4 – Ação

Na data de 08/12/2011, o grupo 1 do Pólo de Aracruz reuniu-se com  a Comunidade Negra de Aracruz, representada pelo seu vice-presidente Valdivo Prates para  análise das propostas e das  possibilidades da criação e implementação do referido museu. No momento oportuno o vice-presidente informou que o plano é viável e que os povos negos organizados já contam com apoio de movimentos negros de cidades vizinhas.

Relatou ainda que se o plano for colocado em prática, trará enormes benefícios aos afro-descendentes, pois será um espaço inovador, dedicado ao resgate histórico, à pesquisa, conservação e exposição de objetos relacionados ao universo cultural negra em Aracruz.

Responsável pelos recursos decorrentes: O museu por ser uma instituição pública, terá sua dotação orçamentária e subordinação à Secretaria Municipal de Cultura e administrado pela Comunidade Negra de Aracruz.


5 – Cronograma

ATIVIDADES
DEZ/2011
JAN/2012
FEV
MARCO
ABRIL

1- Elaboração da proposta


01





2-Apresentação da proposta a Comunidade Negra de Aracruz


08





3- Reunião com o Poder Executivo e a Secretaria de Cultura para apresentar a proposta.


23







4- Mobilizar a sociedade em geral e representantes da sociedade civil organizada, para apresentar a proposta.



18



5- Verificação da viabilidade do imóvel, onde será instalado o Museu




15


7- Trâmites para aluguel e instalação do imóvel




07


8- Inicio de funcionamento do museu





21

População beneficiada: população em geral, em especial os afro-descendentes.


 


Módulo 3 - Políticas públicas e raça






O Módulo 3 - Políticas públicas e raça é composto por 04 unidades, subdivididas em conceitos distintos: 

· Unidade 1 – A construção histórica da idéia de raça, 

· Unidade 2 – O percurso do conceito de raça no campo de relações raciais no Brasil, 

· Unidade 3 – Desigualdades raciais e realização socioeconômica: uma análise das mudanças recentes, 

· Unidade 4 - Movimento Negro e Movimento de Mulheres Negras: uma Agenda Contra o Racismo. 


A unidade 1 - faz-nos entender que a concepção de raça existe desde os primórdios dos tempos, pois desde o inicio da humanidade o homem já tinha o poder de dominar o outro. É importante ressaltar que embora representação familiar venha desde as primeiras formas de vida na terra, emergiu-se na América e está intimamente representada pela superioridade e inferioridade, onde imperava a dominação que com o passar do tempo expandiu-se pelo mundo todo, tomando novas formas de dominar outras gerações/raças que foram surgindo perpetuando-se até o presente momento. A palavra raça também significa, espécie humana, homens de forma em geral, sendo, portanto natural que com o passar do tempo à história se reconstrua, evoluindo-se juntamente com a humanidade. 

Os textos da unidade 2 - relatam a trajetória dos povos negros, miscigenados, índios e os brancos, bem como a construção histórica de cada um no Brasil. O primeiro texto inicia-se com a abolição da escravatura, o que este ato político representou para os brasileiros e o que herdamos desta política pública focalizada. Penso que o embranquecimento foi muito bom para a história, mas o que fazer para melhorar a vida dos negros que ainda estão entre os menos favorecidos. Observa-se que a partir dos vários movimentos existentes, os conflitos de classes eram puramente para fazer destes povos, tidos como raça inferior uma classe dominada, tornando assim o racismo e a discriminação algo notável. A problemática racial está enraizada em nosso cotidiano de diversos modos. Novas propostas devem ser pensadas para que o negro, índio, amarelo, miscigenado etc., brasileiro tenha mais dignidade. 

Os textos da unidade 3 realizam, portanto, uma análise econômica da condição de vida da população branca e negra, identificando a intensidade da desigualdade racial através de estudos dos tópicos associados às características da população (educação, trabalho, renda, etc...). Conclui-se assim que o problema da desigualdade esta na má distribuição de recursos, principalmente na distribuição de renda, sendo que o salário tem peso expressivo no processo de distribuição de renda, sendo decisivo na vida do grupo familiar. Vale à pena ressaltar outro fator importante que contribuiu para a diminuição da desigualdade, que foi/é a educação. A população brasileira vem apresentando mudanças expressivas, entre as modificações que dão novos contornos ao retrato populacional destacam-se elevação da expectativa média de vida, a queda da taxa de fecundidade, os papeis da mulher na sociedade, dentre vários outros tópicos. 

A última unidade que tem por tema – Movimento Negro e Movimento de Mulheres Negras: uma agenda contra o Racismo, relata que com o fim da escravidão, impedido de exercer sua plena liberdade e possuir um emprego digno, os negros que com a libertação, conseguiram se integrar à sociedade do trabalho, novamente tiveram como função o servir. A mulher, na maioria das vezes, acabava trabalhando como empregada doméstica em casas de famílias, submetendo a humilhação. Surge aí então o Movimento Negro Brasileiro. Este movimento está diretamente ligado às lutas contra o racismo e a discriminação racial. Esta unidade traz um resumo histórico das primeiras manifestações do povo negro e o surgimento das associações voltadas para a causa racial. O principal papel do movimento negro foi e é de propor reivindicações de toda a sociedade e do Estado, ações concretas de superação das desigualdades raciais. Em 1988 o Estado começa a reconhecer a sua omissão histórica, sendo pressionado a programar medidas de promoção da igualdade social.


sábado, 10 de dezembro de 2011

Tribunal de Justiça elege primeiro desembargador negro do ES

willian silva



Willian Silva recebeu 22 votos favoráveis dos 24 desembargadores.

Outros 21 juízes de entrância especial concorriam ao cargo.

O primeiro desembargador negro da história do estado foi eleito na manhã desta segunda-feira (05), em votação realizada no Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES). O magistrado Willian Silva recebeu 22 votos favoráveis dos 24 desembargadores titulares que participaram da sessão. A eleição começou às 9 horas e durou cerca de quatro horas.

A vaga foi preenchida por merecimento, um dos critérios para promoção na magistratura. Outros 21 juízes de entrância especial concorriam ao cargo.

http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questao-racial/afrobrasileiros-e-suas-lutas/12168-tribunal-de-justica-elege-primeiro-desembargador-negro-do-es

__________________________________________________________________________________
Funcionária diz ter sido discriminada em colégio de SP por cabelo crespo


Diretora afirmou, segundo ela, que padrão do colégio é cabelo liso.
Estudante de 19 anos é estagiária em colégio da Zona Sul da capital.







COMPONENTES GRUPO 01 - POLO ARACRUZ


Simonton Moreira de Freitas/Marcos Maciel Barreiros/Aristenia Mancini Martin/Denise Ferreira de Araújo/Rosa Eliane Cardoso/Soleniete Marinho/Alessandra Tellis Gonçalves/Alan de Morais Alves

Notícias Blog

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...