segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Espírito Santo é o primeiro Estado a reafirmar o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher


O governador Renato Casagrande, acompanhado da ministra chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, o presidente do Tribunal de Justiça (TJES), desembargador Manoel Alves Rabelo, e o procurador-geral de Justiça, Fernando Zardini, assinaram nesta sexta-feira (16), no Palácio Anchieta, o acordo de cooperação federativa para a implantação do Pacto Nacional. Nesse caso, o compromisso do TJES e do MPES significa mais celeridade nos julgamento dos processos de violência doméstica e a implantação de mais Varas e Juizados de Violência Doméstica e Familiar, Contra a Mulher.  Na oportunidade, os governos Federal e Estadual também assinaram um acordo para a promoção da autonomia econômica das mulheres.

O Espírito Santo é o primeiro Estado a assinar a repactuação, o que reforça o empenho do Governo Estadual na luta pelo combate a todas as formas de violência praticadas contra a mulher, e na validação de seus direitos de participarem de atividades econômicas, políticas e culturais como todo cidadão. 
Os recursos da SPM para o Estado serão da ordem de R$ 3.327.465,11. Desse total, R$ 1.905.000,00 são destinados ao Pacto Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e, R$ 1.422.465,00 aos municípios e à Capital para desenvolverem ações relativas à autonomia econômica das mulheres.
“O Espírito Santo é um Estado que se organizou, e estamos economicamente acima da média nacional, mas que ainda possui um grande passivo social, uma dívida com a sociedade capixaba. O combate à violência é um exemplo desta dívida social. Uma realidade que estamos dispostos e empenhados a modificar. E, juntos, governos Estadual e Federal, com o apoio da sociedade e do Poder Judiciário e Ministério Público, saímos na frente em relação aos outros estados ao assinarmos esta repactuação, demonstrando claramente a nossa disposição para modificar esta condição”, afirmou o governador.Renato Casagrande também parabenizou o vice-governador Givaldo Vieira pelo trabalho de coordenação para a elaboração do novo pacto, junto com os secretários de Estado e com a Câmara Técnica. Casagrande solicitou, ainda, o apoio do vice-governador na condução do período de implantação das medidas propostas pelo documento. “Peço ao Givaldo que cumpra mais uma etapa deste importante trabalho para o Espírito Santo, de continuar coordenando a execução do Pacto, com reuniões mensais de avaliação para cobrar o cumprimento das metas, a parte mais desafiadora deste processo”, afirmou.
Fonte: www.es.gov.br 

sábado, 6 de agosto de 2011

Lei Maria da Penha Completa Cinco Anos; Quase 2 Milhões de Denúncias

Neste domingo, sete, a Lei Maria da Penha criada para proteger mulheres em situação de agressão ou que correm risco de vida, completa cinco anos e quase 2 milhões de denúncias.
Segundo os dados divulgados pela Secretaria de Políticas para as Mulheres a maioria das agressões vem dos maridos das vítimas (72% das denúncias) e são assistidas pelos filhos ou partilhadas com eles.
O relatório divulgado nesta sexta-feira também aponta que dos 237.271 casos registrados em cinco anos, 141.838 correspondem à violência física; 62.326, à violência psicológica; 23.456 à violência moral; 3.780, à violência patrimonial; 4.686, à violência sexual; 1021, ao cárcere privado; e 164, ao tráfico de mulheres. Ainda foram registradas 4.060 ligações relatando ameaças e 18.320 casos de lesão corporal leve.
Para a balconista A. M. Nascimento, 45, a lei foi parte do que ela precisou para ter coragem de mudar de vida. “Eu meus filhos sofríamos muito, mas não tínhamos saída. Hoje com ele (marido) preso temos segurança para mudar de vida. Por garantia mudamos de casa, nunca se sabe o que vai acontecer”.
O Estado de São Paulo é o líder no ranking de denúncias. De janeiro a junho deste ano, foram 44.499 chamadas, seguido pela Bahia com 32.044. Em terceiro lugar está o Estado de Minas Gerais, com 23.430 dos registros.
Em entrevista à Folha de S. Paulo a Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes afirmou que as principais dificuldades da lei são o reconhecimento de sua constitucionalidade junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) e o aumento de equipamentos de apoio e atendimento à mulher que sofre a violência doméstica.
O número de telefone 180 registra denúncias de violência contra mulher e de mau atendimento de serviços públicos como postos de saúde e delegacias especializados para essas vítimas.
Relembre a Lei Maria da Penha (Lei 11.340)
O nome da lei é uma homenagem a Maria da Penha Maia Fernandes, farmacêutica e bioquímica cearense que foi espancada durante seis anos pelo marido. O cônjuge tentou assassiná-la por eletrocussão, afogamento e atirando nela, deixando-a paraplégica.
Após aguardar a decisão da Justiça por 15 anos e sem resultado, ela entrou com uma ação contra o país na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O Estado brasileiro foi condenado, pela primeira vez na história, por negligência, omissão e tolerância em relação à violência doméstica. O marido de Maria da Penha foi preso apenas 19 anos depois, em 28 de outubro de 2002, e cumpriu dois anos de prisão.
Fonte: http://arnaldosilvaradialista.com/index.php?option=com_content&view=article&id=647:lei-maria-da-penha-completa-cinco-anos-quase-2-milhoes-de-denuncias&catid=3:brasil

sábado, 30 de julho de 2011

O PAPEL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS NO COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA MULHER


A partir da leitura dos textos pertencentes ao módulo 1 do curso de Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça, observamos que a violência contra a mulher é fruto de diversos fatores sociais que se interligam, sendo considerada um fenômeno social e histórico da humanidade. Quanto mais acentuada for, maiores são os danos causados a pessoa, transgredindo assim as normas sociais.

Para combater este mal que vem se alastrando desde o inicio da humanidade, precisamos de políticas públicas eficazes. Entendemos que política pública e a união dos esforços de todos, seja na esfera federal, estadual ou municipal liderados pelo setor público, no planejamento e realização de ações com o foco na melhoria de aspectos da vida local, ou seja, visando o bem coletivo, dentre as quais podemos destacar as políticas de governo que são aquelas que o Executivo decide num processo bem mais elementar de formulação e implementação de determinadas medidas para responder às demandas colocadas na própria agenda política interna  e as  políticas de estado que são aquelas que envolvem as burocracias de mais de uma agência do Estado, justamente, e acabam passando pelo Parlamento ou por instâncias diversas de discussão, depois que sua tramitação dentro de uma esfera (ou mais de uma) da máquina do Estado envolveu estudos técnicos, simulações, análises de impacto horizontal e vertical, efeitos econômicos ou orçamentários, quando não um cálculo de custo-benefício levando em conta a trajetória completa da política que se pretende implementar. As políticas públicas atuam de forma complementar as normas jurídicas, preenchendo os espaços normativos e concretizando os direitos e princípios previstos no ordenamento jurídico.

Os textos enfatizam que as políticas públicas devem ter seus objetivos e metas a serem seguidos visando à busca da igualdade de oportunidades. Para que de fato a justiça social seja feita às ações devem ser adequadas e voltadas para o público-alvo. Assim, conforme Laís Abramo, “[...} é reconhecer as mulheres, em particular as chefes de família, como um sujeito e um grupo-alvo fundamental destas políticas  [...]”para sejam mais valorizadas e faça-se cumprir as leis ora vigentes que protegem as mulheres de todo  e qualquer tipo de violência.

É inadmissível que um país que é visto como um dos mais belos do mundo, composto das mais belas raças - negra, branca e indígena,.cheio de cultura, país do futebol, do carnaval, tenha um indica tão negativo quando se trata de violência, principalmente a domestica.

Embora tenhamos muito a conquistar, diversos avanços são relevantes  em toda trajetória da luta das  mulheres, conforme consta no texto ( Unidade 3, pág 3): No Plano Nacional de Políticas Para as Mulheres, há uma parte dedicada aos “Pressupostos, princípios e diretrizes gerais da Política Nacional para as Mulheres”, na qual são apontados os seguintes princípios da gestão pública:

Igualdade e respeito à diversidade – mulheres e homens são iguais em seus direitos. A pro­moção da igualdade implica o respeito à diversidade cultural, étnica, racial, inserção social, situação econômica e regional, assim como os diferentes momentos da vida das mulheres.

Equidade – a todas as pessoas deve ser garantida a igualdade de oportunidades, obser­vando-se os direitos universais e as questões específicas das mulheres.

Autonomia das mulheres – o poder de decisão sobre suas vidas e corpos deve ser asse­gurado às mulheres, assim como as condições de influenciar os acontecimentos em sua comunidade e seu país.

Laicidade do Estado – as políticas públicas voltadas para as mulheres devem ser formula­das e implementadas independentemente de princípios religiosos, de forma a assegurar os direitos consagrados na Constituição Federal e nos instrumentos e acordos internacionais assinados pelo Brasil.

Universalidade das políticas – as políticas públicas devem garantir, em sua implementação, o acesso aos direitos sociais, políticos, econômicos, culturais e ambientais para todas as mulheres.

Justiça social – a redistribuição dos recursos e riquezas produzidas pela sociedade e a bus­ca de superação da desigualdade social, que atinge de maneira significativa as mulheres, devem ser assegurados.

Transparência dos atos públicos – o respeito aos princípios da administração pública, tais como legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência, com transparência nos atos públicos e controle social, deve ser garantido.

Participação e controle social – o debate e a participação das mulheres na formulação, implementação, avaliação e no controle social das políticas públicas devem ser garantidos e ratificados pelo Estado brasileiro, como medida de proteção aos direitos humanos das mulheres e das meninas.

Referências:

BRASIL. Presidência da República. Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.  Retrospectiva.  Brasília, Balanço de Ações 2006/2007(b).  Disponível em:http://200.130.7.5/spmu/docs/Retrospectiva%20SPM2006.pdf. 

POLÍTICAS PÚBLICAS DE COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: EM BUSCA DE NOVAS ESTRATÉGIAS DE AÇÃO Disponível em <http://pt.scribd.com/doc/7115831/Politicas-publicas-de-Combate-a-Violencia-Contra-as-Mulheres>


UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO. Apostilas do Curso de Formação em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça | GPP-GeR Módulo 1- Unidades 1, 2 e 3.

 




quinta-feira, 28 de julho de 2011

Morre doméstica baleada pelo marido na frente do filho na Serra

A doméstica Alexandra Serqueira da Cruz, 33 anos, baleada com um tiro na testa na frente do filho de dois anos pelo marido, o segurança Luciano Dias de Oliveira, 32, morreu no final da manhã desta quinta-feira (28). Luciano está preso. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Mulher (DHPM).

Segundo informações de testemunhas, o crime aconteceu por volta de 3h40, dentro de casa, no quarto do casal. Luciano teria chegado em casa pouco antes. Alexandra dormia na cama, com o filho de dois anos. No quarto ao lado, estavam as outras duas filhas dela, adolescentes de 12 e 17 anos.

As filhas disseram que viram o pai entrar com a marmita de comida - que ele havia esquentado - no quarto e fechar a porta em seguida. O tiro foi ouvido logo depois. As duas jovens tentaram abrir a porta do quarto, mas não conseguiram convencer Luciano a fazer isso.

Elas, então, foram pela varanda da casa e conseguiram abrir a janela do quarto. Segundo os policiais militares, a cena era assustadora: Alexandra estava ferida sobre a cama e o filho estava todo ensanguentado - a criança não foi atingida - e chorava muito, dizendo que o pai havia matado a mãe.

Luciano, nesse momento, teria tentado o suicídio, apontando a arma para a própria cabeça. Mas foi desarmado pelas filhas. Ele acabou pedindo socorro na rua e, com vizinhos, socorreu e levou Alexandra para o Hospital Dório Silva, onde ela ficou internada em estado grave.

Prisão

No hospital, policiais militares prenderam Luciano em flagrante. Ele foi levado, inicialmente, para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) da Serra e, depois, para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ao chegar na DHPP, o segurança negou que tenha atirado na esposa. "Foi um tiro acidental. Eu não ia atirar nela, pois não tinha motivo para isso", declarou.

Os policiais militares que conduziram Luciano à DHPP, informaram que o segurança disse ter comprado o revólver calibre 38, usado contra Alexandra, de um caminhoneiro, há duas semanas, por R$ 800,00.
28/07/2011 - 17h17 - Atualizado em 28/07/2011 - 17h17
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